sábado, 16 de maio de 2015


 Como a música nos vem, assim num mar de nós próprios, num oceano profundo de não nos sabermos. E toma de nós, tudo, a respiração, o tempo, a vida. Quase que pára o coração numa estranha embolia vital.

                                         


Lena Herzog, panoramas

outros são agora os dias
esqueletos de sonhos afundados
não do que sentia do que via
nem da mão que acaricia

tão só o imenso pó
que na casa desabitada crescia

2015, j

Rachmaninov - Trio élégiaque n°2 op.9 - Kogan / Luzanov / Svetlanov
https://youtu.be/UC-jip4cJCs

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